 | Síntese histórica do Grande Oriente do Brasil |
Texto: José Anderson Nascimento (Escritor, presidente da Academia Sergipana de Letras, Grau 33 da Loja Maçônica Cotinguiba e Mestre em Educação/UFS)
A Maçonaria Brasileira não nasceu propriamente com a fundação do Grande Oriente do Brasil em 17 de junho de 1822, pois os primeiros núcleos ou agrupamentos formaram-se em Minas, em 1796, na célebre Inconfidência Mineira, onde se verificou a predominância de espírito maçônico; em Pernambuco, em 1796, com a fundação do Areópago; na Bahia, em 1798, na Conjuração das Alfaiates.
No fim do século XVIII, para evitarem as perseguições impostas pela Coroa, alguns maçons portugueses emigraram para o Brasil e da união com maçons franceses e americanos, instalaram no início do século XIX, Lojas Maçônicas, umas, sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano, outras, sob o patrocínio do Grande Oriente da França, e algumas Lojas independentes, destacando-se entre elas a Loja Simbólica Astréa, no Rio de Janeiro.
Verificado o crescimento do movimento maçônico no Brasil, o Grande Oriente Lusitano nomeou em 1803, como seu Delegado, o Ir:. Francisco José de Araújo, com poderes para criar Lojas regulares. Este Delegado criou as Lojas Constância, Filantropia e Emancipação e, unindo a estas a Loja Reunião, chamou a um centro comum, todos os maçons regulares e irregulares, que existiam no Rio de Janeiro. Essas Lojas passaram a ter mais de cem membros, que se empenharam na divulgação dos princípios da Maçonaria (ALENCAR, Renato de. Enciclopédia Histórica do Mundo Maçônico, vol. II. Rio de Janeiro: Editora Maçônica, 1970, p.16).
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