Portal da Fraternidade Maçônica

Oh, Quão bom e Quão suave é que os Irmãos vivam em união! … (Salmo 133)

O significado místico da velas

O uso de velas, em nossas sessões ritualísticas, às vezes, não é bem compreendido pelo novo Aprendiz, cuidando que possa haver aí qualquer conotação religiosa ou mágica.

Tal prática, aliás, não é exclusiva da Maçonaria, verificando-se em outras ordens iniciáticas.

Devemos entender que a vela e sua chama têm um significado místico, esotérico, que precede e transcende ao encontrado na liturgia dos vários credos confessionais, por sua natureza exotéricos.

Sabemos que o fogo é um dos quatro grandes princípios ou manifestações da Natureza. Se, até hoje, nos impressiona, imagine-se a forte impressão que, em um passado remoto, causou à mente do homem.

Talvez, a primeira manifestação do fogo vista pelo homem tenha sido causada por um relâmpago. A fulgurante crepitação no céu, as chamas decorrentes da inflamação das folhas e galhos secos e, depois, o incêndio, realçado pela escuridão da noite, constituíram, sem dúvida, uma experiência impactante. Pode ser que uma erupção vulcânica tenha sido outro modo pelo qual o homem primitivo se deu conta da existência do fogo, com maior impacto de terror em seu coração e sua mente.

Pouco a pouco, já familiarizado com o fogo, o homem fez deste um instrumento de poder, passando a cultuá-lo, a fim de preservar seu domínio sobre ele e de ter a possibilidade de acendê-lo, quando o que possuía era extinto.

O culto do fogo, em nossos dias, é substituído por uma espécie de fascínio que todos nós por ele temos. Quem não gosta das velas acesas para criar uma atmosfera de aconchego, de intimidade, quietude e abertura afetiva, em um momento a dois? Quem não se extasia ao contemplar sua chama, que em sua constante oscilação e mudança de cor, parece viva?

Quem de nós já não se sentou diante de uma lareira acesa, profundamente imersos em pensamentos, deslumbrados com as chamas cintilantes? Graças a tal concentração, nada mais prende nossa atenção, fazendo com que entremos, mais facilmente, em meditação e paz espiritual.

Tal vivência diante do fogo é, verdadeiramente, arquetípica; faz parte, a bem dizer, do inconsciente coletivo, tão arcaica e comum a todas as épocas e culturas que é.

Assim, o fogo não tem para nós, hoje em dia, só um valor utilitário, em termos de energia que possa ser útil às nossas necessidades materiais.

Sob o aspecto místico, o fogo representa o processo de purgação, purificação e regeneração. O Espírito Santo, a Voz de Deus, a Mente Cósmica, revelaram grandes princípios ou importantes conhecimentos através do fogo, conduzindo o homem a uma forma de existência melhor e mais elevada.

Todo trabalho de construção de nosso Templo Interno, objetivo da Maçonaria Simbólica, a partir do desbaste da Pedra Bruta, visa a alcançar a regeneração espiritual, moral, mental e física em todos nós.

Para que possamos ser regenerados, devemos ser purificados da ganga bruta, da animalidade primitiva, que pesa sobre nós como verdadeiro pecado original. Esse é o significado simbólico do fogo da purificação.

Por isso, o fogo, concentrado na luz das velas, é usado em nossos altares, aceso com considerável cerimônia. Igualmente, o fogo é usado com parte das provas de Iniciação, dentro do mesmo propósito purificador.

Outra simbologia tem, também, o uso de velas em nossos trabalhos. A luz propiciada pela chama significa a sabedoria, especialmente a compreensão esotérica, ou seja, a Iluminação pessoal. O conhecimento, à semelhança da luz, dissipa as trevas da ignorância e da indiferença. Como obreiros sociais, cabe-nos, igualmente, esse trabalho e aí estão as velas acesas dele a nos lembrar.

A chama, ainda mais, tem representado o fogo da energia divina, que deve arder em nossas almas, para que não sejamos frios de afeto, sem sentimentos, destituídos de compaixão.

O acendimento e o apagamento das velas

Em termos cósmicos, a luz existe em todo o Universo. Ela é ubíqua.

Várias condições, inclusive a posição relativa dos corpos no espaço, tornam sua manifestação mais intensa em certos lugares do que em outros.

A luz não pode ser, portanto, dissipada, no sentido de se extinguir do Universo. Mesmo em um quarto escuro, a luz não deixa de existir, embora em um grau de intensidade que não chega a impressionar nossa retina. É uma característica positiva do Universo, fazendo parte da existência de toda a matéria. A escuridão é, apenas, um grau infinitamente menor de luz.

Quando acendemos uma vela, misticamente, isso significa que certa intensidade da luz maior, que permeia todo o Universo, concentrou-se naquele objeto, em forma de chama, para um propósito específico, ou seja, nos ensinar algo, no caso da sessão ritualística.

Terminada a cerimônia, ao apagarmos a vela, isso não significa que a luz se fez extinta. O mesmo se dá quando alguém morre. Sua alma não se extingue, mas é integrada ao Cósmico, de onde veio.

Por isso, do ponto de vista místico, devemos apagar a vela com um abafador ou com os dedos umedecidos, para simbolizar que, simplesmente, mudamos a manifestação da luz concentrada, reintegrando-a ao Cósmico. Apagá-la com um sopro é um procedimento profano em Maçonaria, pois isso é interpretado como a intenção de desintegrar a chama, como a tentativa de fazer com que ela não exista mais enquanto luz, embora isso seja impossível, já que sempre existirá em sua forma invisível, intrínseca, vibratória.

O acendimento, também, no sentido simbólico, é feito a partir da chama de outra vela, de uma tocha ou lamparina, e não, diretamente, da chama de um isqueiro ou palito de fósforo. A vela que acende as demais representa a luz que está difusa em todo o Universo.

O material da fabricação das velas.

No passado, até mesmo a substância de que as velas eram feitas tinham uma leitura simbólica.

A primitiva igreja cristã – e mesmo as ordens fraternais – usavam velas feitas exclusivamente de cera de abelha, representando a cera o produto final do trabalho dessa obreira, cujo sentido de vida era o do fabrico do mel, mesmo com o sacrifício da própria vida.

José Cássio Simões Vieira
Mestre Instalado da ARLS Theobaldo Varoli Filho

Independência e Soberania

Ocorreu nesta quarta-feira (05/09/2012) no templo da ARLS Cotinguiba, nº 235, sessão conjunta envolvendo todas as lojas do oriente de Aracaju, onde além da confraternização entre os irmãos, realizou-se uma Palestra sobre a Semana da Pátria pelo atual Comandante do Batalhão Campo Grande (28º BC) o Cel. Roberto com o tema ” INDEPENDÊNCIA E SOBERANIA“.

Relembrando ações do Exército brasileiro na soberania do Brasil, a atuação da FEB, também foi relembrado o saudoso Sgt. Zacarias.

Com o lema “Braço forte, Mão amiga” o Exército Brasileiro continua trabalhando na reconstrução e manutenção da cidadania.

A sessão foi comandada pelo Eminente Grão-Mestre estadual o irmão Lourival Mariano, sob o auspício do Grande Arquiteto do Universo.

Clique na foto abaixo para acessar o álbum de fotografias.

Fotos: Alberto Jorge Mesquita da Costa